O mais potente analgésico produzido legalmente pela indústria
farmacêutica tem o princípio ativo chamado Oxy-Contin (patente
da Perdue Pharma). Esse inibidor de dor conta com efeito de até 12 horas.
Nesta semana, foi apreendida uma farta quantidade de "genéricos"
do Oxy-Contin, nos EUA. Evidentemente, sem identificação do laboratório
fabricante.
Descobriu-se que esse "fármaco-genérico" foi colocado
no mercado informal pelas máfias que controlam o tráfico planetário
de drogas sintéticas proibidas. As máfias recomendam a raspagem
do comprimido "genérico de Oxy-Contin" para uso nasal.
O efeito é o mesmo da heroína, que causa terrível e quase
imediata dependência química ao usuário desavisado. O "genérico
mafioso" do Oxy-Contin sai 30% mais barato do que o legalmente comercializado
nas drogarias. E o sintético do "genérico mafioso" custa
metade do preço da heroína.
Sabe-se que o preço cai porque a heroína consumida nos EUA vem
da Colômbia. E a heroína ofertada na Europa provém da Ásia.
O "genérico mafioso" é feito, clandestinamente, nos
EUA e na Europa. Portanto, o custo com o transporte é reduzido e o preço
cai.
Convém lembrar que depois da queda do Muro de Berlim, as máfias
contrataram os químicos desempregados do Leste Europeu. E eles até
já elaboraram a coca e a maconha trangênicas.
Na ilha de Samoa - localizada no Pacífico Sul -, as máfias já
realizaram experiências com o plantio de coca e isto com pleno sucesso.
O plantio em Samoa teve por objetivo mostrar aos EUA que a coca não dá
apenas na região dos Andes. Em outras palavras, a criminalidade mafiosa
conta, também, com técnicas agrícolas para produzir várias
outras Colômbias.