Terror. Os recados de Bin Laden
Por Wálter Fanganiello Maierovitch
Roma, 8 de setembro de 2007. .
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| O último tipo: político e professor. |
Passados seis anos dos ataques a Nova York (simbologia política) e Washington (poder militar), o terrorista Bin Laden (1) critica o povo norte-americana e os democratas, (2) constrange o escritor de esquerda Noam Chomsky, (3) mostra-se atualizado com a vida política na Europa e EUA, desnuda os erros de Bush e (5) convoca os norte-americanos a se converterem ao islamismo.
Os norte-americanos concederam a Bush um segundo mandato, a evidenciar que apoiavam a aventura de Bush no Iraque. Isso Bin Laden deixou claro na mensagem.
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Esqueceu de dizer que a política de Bush contra o terror faliu pela razão de não ter se interessado em capturar Bin Laden. Preferiu invadir o Iraque e Bin Laden não foi molestado, depois da guerra no Afeganistão.
E Bin Laden vivo sempre interessou a Bush. A menção a Laden sempre despertava medo nos norte-americanos. A mensagem de Laden (2004) para que os americanos não reelegessem Bush caiu do céu para ele. Era mais uma prova que o terrorismo estava vivo e os americanos em erigo permanente.
Laden acusa os americanos de conferir segundo mandado ao invés de punir Bush e Rumsfeld, chamado de “pior dos assassinos”.
Ser chamado pelo sanguinário Laden de “pior dos assassinos” significa, pós 11 de setembro, de inexistir espelho na região tribal, na fronteira entre Paquistão e o Afeganistão, onde o chefe da Al Qaeda se esconde. O conservador Rumsfeld trata-se de um outro tipo de sanguinário, mas incomparável a Bin Laden. Sem poder real, Rumsfeld não manda matar ninguém em nome de uma geoestratégia movida por interesses econômicos.
O chefe da Al Qaeda não poupou os democratas que, nas eleições condenaram a invasão do Iraque, mas, com maioria no Parlamento, não vetam recursos financeiros para Bush prosseguir nas guerras no Iraque e no Afeganistão. Sobre eles, Laden deixou evidente que os consideram subalternos a Bush.
Quanto ao professor de linguísitica Noam Chomsky, elogiado por Bin Laden, é um líder de esquerda que desaprova as políticas de Bush. Chomsky não tem nenhuma admiração por Bin Laden e condena os seus métodos terroristas.
A respeito de Chomsky, o fanático Laden frisou: “É um dos mais capazes da vossa parte, deu bons conselhos antes da guerra, mas o chefe-texano não aprecia quem procura lhe dar aconselhamentos”.
Na mensagem de Laden, surpreendeu a sua atualização. Parece que lê jornais americanos e europeus todos os dias.
Além de lembrar e criticar a escolha, pelos franceses, de Sarkozy, o megaterrorista advertiu: “Os líderes do Ocidente,-- Bush, Blair, Shakozy e Brow--, falam de liberdades e de direitos humanos, mas deixam as pessoas sob domínio das multinacionais”.
Na convocação dos norte-americanos para abraçarem o islamismo, há uma certa ironia na fala de Bin Laden: “Estou a saber dos vossos débitos legais em razão das taxas de interesses, dos tributos absurdos e os mútuos imobiliários (refere-se à última crise). Abracem o Islã. No Islã não existem taxas”.
Nesse pronunciamento Laden mostra seu senso de populismo e despreparo como líder religioso que se autoproclama. Ele acha que as pessoas mudam de credo por fatos da política-econômica. Não sabe que a grande sabedoria Ocidental foi separar o secular do religioso. Constituir um Estado-laico e não saber conviver com um Estado-teocrático.
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